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Previdência Privada: O que é e como funciona

Entenda com funciona a Previdência Privada, como você pode contratar um plano complementar para não depender do INSS para se aposentar

previdencia

À medida que a idade média da população brasileira se eleva com o passar dos anos, muitos passaram a buscar mais informações sobre a Previdência Privada. Sendo uma alternativa ao meio público mais comum para a aposentadoria, é preciso entendê-la claramente caso se torne uma opção efetiva.

Vamos entender nesse post o que é a Previdência Privada, como ela funciona, suas vantagens e desvantagens, além dos custos envolvidos e a diferença entre ela e a Previdência Social.

O que é a Previdência Privada

A Previdência Privada é uma maneira alternativa de poupar recursos financeiros e de se aposentar sem depender do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e o CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados) são os órgãos responsáveis do governo federal para fiscalizar a aposentadoria realizada por meio desse tipo de previdência.

Muitos dos que optam por planos privados de aposentadoria fazem isso com objetivos de longo prazo, como financiar os estudos dos filhos ou complementar a aposentadoria social.

Dependendo do país, os planos de Previdência Privada podem ser abertos, beneficiando clientes de corretoras e bancos, ou fechados, disponibilizados por uma empresa apenas aos seus colaboradores através de uma fundação.

Como funciona a Previdência Privada

O funcionamento desse tipo de investimento depende essencialmente da escolha de dois fatores: o período de pagamento e o valor que será contribuído.

Por exemplo, um usuário da Previdência Privada pode decidir contribuir a cada seis meses o valor de R$ 500,00. Ou então, que ela fará contribuições anuais de R$ 2.000,00. Mas o período de contribuição pode ser feito também mês a mês. Porém, ao começar a fazer uso desse investimento, o contribuinte receberá proporcionalmente ao valor contribuído.

Existem duas tabelas de tributação sobre o valor contribuído. É importante entender claramente o que está envolvido nisso logo na assinatura do contrato. A tabela regressiva permite o resgate do investimento em uma só parcela no final da contribuição. Já para os que preferem receber parcelas mensais do investimento no final da contribuição, existe a tabela progressiva.

Mas quais são as diferenças básicas entre a Previdência Privada e a Previdência Social?

Privada e Social: quais são as diferenças?

Essas diferenças estão dispostas na própria Constituição Federal de 1988, em seus artigos 201 e 202. Nos últimos anos têm surgido a discussão sobre reformas previdenciárias por causa do rombo nas contas do INSS.

Ainda assim, a Previdência Social continua prevendo benefícios automáticos ao trabalhador formal do Brasil, como:

No atual momento, o teto para quem se aposenta utilizando a Previdência Social é de R$ 5.579,06. Ou seja, o usuário desta opção previdenciária pode contribuir proporcionalmente apenas até este valor máximo.

Por outro lado, a Previdência Privada oferece:

  • A proteção da Susep, que garante a confiança e a segurança das suas práticas
  • A possibilidade do recebimento de uma renda maior do que a delimitada pela Previdência Social
  • A flexibilidade de receber o investimento realizado da maneira como o contribuinte achar melhor

Assim, percebe-se que a Previdência Privada permite mais liberdade de ações ao contribuinte. Por outro lado, a solidez da Previdência Social agrega benefícios que somente o governo poderia disponibilizar.

E o que dizer das vantagens exclusivas da Previdência Privada?

Vantagens

Algumas das principais vantagens da Previdência Privada são estas:

  • Acúmulo de patrimônio
  • Rentabilidade maior e constante
  • Melhorias no padrão de vida
  • Facilidade de gestão
  • Benefícios fiscais de dedução
  • Disciplina financeira mais apurada
  • Simplificação da sucessão de patrimônio
  • Estabilidade financeira ao lidar com reveses financeiros
  • Medida preventiva para lidar com situações emergenciais

Em cada situação, algumas dessas vantagens se aplicam com mais intensidade, dependendo do planejamento financeiro adotado.

Desvantagens

Agora veja o que alguns consideram ser as vantagens da Previdência Privada:

  • Rentabilidade oscilante, que pode ser afetada pelas taxas impostas pelas instituições privadas
  • Aplicação indireta em fundos financeiros ou produtos que, em geral, podem ser desconhecidos do público em geral
  • Investimentos de curto prazo são pouco vantajosos devido à carga tributária imposta às instituições
  • Em caso de quebra da instituição, o investimento nos planos não é garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), apesar de serem regulamentados, como já dito, pela SUSEP e pelo CNSP

Todas as dúvidas provindas de alguma dessas desvantagens precisam ser expostas pelo contribuinte em potencial à instituição visada para o investimento antes da assinatura do contrato.

Custos

Alguns dos custos que precisam ser considerados ao se avaliar a chance de optar pela Previdência Privada são:

  • Taxa de carregamento. O valor médio entre 3% a 5% é estipulado tendo como base os dados da Anapp (Associação Nacional de Previdência Privada). Se, por exemplo, você aplicar R$ 200,00 e a taxa for de 5%, apenas R$ 190,00 serão acumulados no fundo.
  • Taxa de administração. Esse valor é anual e incidirá sobre o total do valor aplicado, variando entre 1,5% e 2%. Ou seja, se no final do período do plano em exercício o acúmulo for de R$ 1.000,00, o resgate ficará entre R$ 800,00 a R$ 850,00.

Ao analisar tudo o que está envolvido na Previdência Privada, pense nas vantagens, nas desvantagens e avalie as taxas envolvidas. Decisões mais assertivas dependem da boa comunicação com as instituições, dirimindo quaisquer dúvidas relacionadas.

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